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domingo, 9 de setembro de 2012

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Houve 38 novas "reformas douradas" desde a chegada da troika     

                                        

De Maio de 2011 a Maio deste ano, houve 38 novas reformas na Função Pública acima de cinco mil euros. Estas pensões custam ao Estado mais de 2,6 milhões de euros por ano.

A notícia é avançada na edição de hoje do “Diário de Notícias”, que consultou os diários da República referentes ao período de um ano que passou desde que a troika “aterrou” em Portugal. Os dados de Maio deste ano são conhecidos porque as pensões já foram atribuídas para esse mês. A maior incidência de reformas deste tipo ocorre nos ministérios da Justiça (12), Saúde (11) e Defesa (quatro), escreve o jornal.

Mas se houve 38 pensionistas a passar a barreira dos cinco mil euros, um número correspondente a cerca de 80 pensionistas ficou bem perto desse valor. O ex-presidente da Assembleia da República (AR), Jaime Gama, foi um deles, ao ver ser-lhe atribuída uma pensão de reforma de 4.808,11 euros, em Agosto de 2011. Um valor inferior ao que foi atribuído à adjunta da Secretaria-Geral da AR, Maria Rosário Boleio, que vai auferir 5.742,97 euros mensais.

O jornal dá vários exemplos de “reformas douradas” nesse período: os chefes de serviço de hospital recebem entre 5.053 a 5.100 euros. Um enfermeiro especialista ou uma técnica de Justiça adjunta conseguem atingir 5.048 euros mensais. Já o general Luís Valença Pinto consegue atingir 5.607 euros. Procuradores-gerais adjuntos e juízes-conselheiros e desembargadores recebem, em média, 5.500 euros mensais.

A CGA também vai pagar, a partir do próximo mês, uma pensão acima de cinco mil euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei do ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.

 

«Houve 38 novas "reformas douradas" desde a chegada da troika», Jornal de Negócios  Online, 11 abril 2012, [url] http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=550277
 

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